Antes de ser uma app — e antes até de ter nome — o Scudo era uma folha de cálculo. Comecei-a sem saber bem o que estava a fazer — só queria perceber, num relance, em que situação financeira estávamos eu e a minha família.
Foi aí que começou algo que eu não esperava: para ter as contas em dia, tinha de perceber melhor como funcionavam as finanças lá em casa — o que é poupar a sério, o que é investir, e sobretudo, por onde é que o dinheiro nos estava a escapar sem darmos conta. Quanto mais aprendia, melhor poupávamos e investíamos. E quanto mais víamos o património crescer, mais vontade me dava de continuar a aprender — era a prova de que o que estávamos a fazer resultava. As duas coisas alimentavam-se uma à outra. A bola de neve começou a rolar.
E ali no meio estava o meu Excel, a custo, a tentar acompanhar o ritmo. Sempre que aprendia algo novo — uma forma melhor de repartir a poupança, uma categoria de despesas que me tinha escapado, como registar os dividendos — a folha ficava pequena, e tinha de a ampliar. Não foi um plano: foi o crescimento natural da ferramenta, ao mesmo ritmo a que íamos percebendo melhor o nosso próprio dinheiro.
O património foi crescendo, sim — não falo de uma fortuna, falo de alguns milhares de euros. Mas o dinheiro em si nunca foi o mais importante. O que de facto cresceu, sem eu dar por isso, foi outra coisa: quanto tínhamos aprendido lá em casa, e o quanto aquela folha de cálculo se tinha aperfeiçoado para acompanhar isso.
Durante três anos foi assim: aprender, poupar, ver o resultado, e afinar mais um pouco a ferramenta. Até que aquele Excel amadureceu o suficiente para nos dar uma fotografia real e completa de tudo o que tínhamos.
O Scudo é esse mesmo processo, transformado em algo a sério. Não sou nenhum especialista em finanças nem programador de profissão — sou uma pessoa normal a quem, quando lhe falam nisto, brilham os olhos. Continua a ser um projeto vivo porque eu continuo a aprender, e a ferramenta continua a crescer com isso.
Hoje é a ferramenta que a minha família e eu usamos todas as semanas. E chegou agora a altura de a partilhar — com quem também queira aprender a cuidar do seu dinheiro, vê-lo crescer, e ter algo que o acompanhe nesse caminho.
Vens connosco?
Como dizia Warren Buffett: o preço é o que pagas, o valor é o que levas.
Aqui, o preço é um café. O valor é o mesmo que a mim me custou três anos construir: controlo real sobre o teu dinheiro, e a motivação de o ver crescer.
